Lucas, sua
expressão resume tudo que vimos em Pretty Little Liars nesse portentoso e
sublime episódio.
Já estamos no segundo episódio pós-hiatus de Pretty
Little Liars. Evidentemente, muita coisa mudou desde o primeiro episódio da
segunda temporada até o atual. Na premiere, vimos as Liars em uma situação
difícil, quando todos suspeitavam delas pelo suposto desaparecimento de Ian,
noivo da irmã de Spencer. Logo pouco antes do hiatus, as encrenqueiras de
plantão já arrumaram outro caso de polícia que deu o que falar nos jornais de
Rosewood.
Pode-se inferir que os “casos públicos” da série tornam
as personagens mais ativas dentro do contexto de uma luta quase abstrata com ‘A’.
Isso torna o ritmo da série fantástico, sem deixar que os telespectadores
caíssem no sono durante diálogos incoerentes que nem deveriam se encaixar ali e
plots sem nexo aprofundado quase como de maneira forçada. Uma raridade, porém,
é encontrar um episódio de PLL que esqueça o caráter pernicioso e ainda sim
consiga se sobressair de tantos outros momentos do seriado. Dessa vez,
recebemos de presente um episódio que se resume em uma palavra: portento.
Nos primeiros minutos, percebemos como esse episódio iria
sofrer com consequências do anterior. As quatro garotas estavam apavoradas ao
terem em mãos o suposto celular de ‘A’. Hanna, sempre fonte de muito drama,
acabou concordando – depois de relutar bastante – em pedir ajuda para Caleb.
Enquanto isso, Aria está em uma situação complicada: agora, sempre monitorada
pelos pais, não pode nem mesmo escolher a roupa para ir á um lugar – já se
tornando um caso de pura indecência. Spencer, que sempre tomou os holofotes
para si durante a primeira temporada e boa parte da segunda, se manteve ocupada
em permanecer quase como um figurante. Por sua vez, Emily sofre com os eventos
da noite em que quase foi morta.
O plot de Aria, aliás, já deu o que tinha que dar. A
garota realmente precisa de um pouco mais de mobilidade dentro da série. Das
quatro personagens principais, ela se manteve fixa em um único núcleo: de seu
romance com Ezra. Já tinha passado da hora dos pais da moreninha descobrirem o
caso e acabarem proibindo o romance. Por fim, era algo a mais a acrescentar no
que já estava se tornando uma mera repetição de cenas. A decisão de Ella e
Byron foi acertada. Não havia outra escapatória para dois pais que se preocupam
demasiadamente com seus filhos. Quem sabe dessa forma, Aria consiga crescer
como personagem pelo resto da temporada.
Voltando-se para a nossa ex-gordinha favorita, só tenho
uma coisa a declarar: Hanna, até que enfim teve certo reconhecimento, né? Fazia
tempo que Spencer e Emily se envolviam em situações de perigo graças a ‘A’,
deixando Aria e Hanna como as únicas que nunca experimentaram o verdadeiro medo
de ter esse ser onipresente e onipotente como inimigo. Hanna já foi atropelada
no meio da primeira temporada, mas e daí? Foi nesse episódio que a menina se
lascou. Digo mesmo.
A relação entre as personagens Hanna, Caleb e Lucas nunca
foi simplória: Hanna e Caleb são apaixonados um pelo outro. Lucas, entretanto,
é apaixonado por Hanna, desde que fez sua primeira aparição. O jovem nerd,
embora ajude demais – parece até capacho – o casal, sempre fica sobrando. Não
que haja algo errado, mas é sofrível para o personagem ter que manter contato
com Hanna sem poder declarar seus verdadeiros sentimentos.
Numa tentativa de dar uma festa surpresa para Caleb,
Hanna foi com Lucas para um passeio de barco durante a noite. Estava óbvio que
algo aconteceria ali. O que ninguém sabia é quão bem aquela situação iria se
desenvolver. Não acredito que Lucas queria realmente machucar Hanna. A série
adora enrolar e criar falsas idéias, então provavelmente não teremos nenhuma revelação
chocante como “Lucas é A”.
O diálogo entre Garrett e Toby foi uma
sacanagem sem tamanho que deixou esse episódio imperfeito. De verdade, não
gosto de nenhum dos dois, talvez por que os acho sem personalidade –
principalmente Garrett. O que eles conversaram porém, foi desnecessário. Todos
sabem que Garrett é perdidamente apaixonado por Jenna. Afinal, se não fosse,
não faria tudo que a garota manda como um cachorrinho.
O episódio introduziu bem um novo arco para a
série. Apesar de algumas deslizadas no roteiro e na direção, foi um dos melhores
episódios do seriado. PLL está de parabéns, sempre evoluindo. Agora fica o mistério: Onde está Lucas? Será que PLL
seria tão ousada a ponto de matar o nerd com problemas platônicos?
P.S.:
- Hanna na estufa: “Kate vai se mudar pra
Rosewood. Eu venci.” Emily, em contrapartida: “Não venceu não. Quase fui morta.
Hanna, isso não são luzes. É vidro no meu cabelo.”
- Estou pensando em ligar pro serviço gratuito
de prevenção de suicídio e apoio emocional só pra ver se a Emily atende
falando: “CVV, como posso ajudá-lo?”
P


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