sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

The Legend of Zelda: Spirit Tracks Game Review



Mesmo não sendo um dos melhores da franquia, a nintendo nos brinda com um dos melhores jogos do DS.

Zelda está de volta nas telinhas do DS, com novos itens, novos chefes e trens! Vamos a review desta obra maravilhosa.


Aspectos positivos

Um desafio? Talvez...


Se você é um veterano da época dos jogos de perder a cabeça do SNES, talvez não seja tão desafiador assim, mas se você conheceu a nintendo durante este seu período mais casual, prepare-se. O jogo não lhe fará arrancar os cabelos, mas com certeza lhe trará um certo desafio que é incomum para a maior parte dos jogos do portátil de duas telas da nintendo.


Itens pra DS nenhum colocar defeito


Os itens aqui são criativos, e o uso dos recursos do portátil são explorados, com maestria, até a sua ultima gota.Você desenha o caminho que o bumerangue irá seguir, toca no local em que deseja chicotear, usa o microfone para assoprar uma espécie de ventilador com folhas, etc.
Além disso, os puzzles que utilizam tais itens são bastante inteligentes, adicionando recursos e mostrando o quão complexo e intuitivos podem ser os usos de itens tão simples.


Dungeons e Bosses simplesmente épicos
Não há como negar. Este jogo tem um quê de épico do início até o fim. São bosses imensos, puzzles inteligentes, e um final que.... Bem digamos apenas que as horas finais do jogo elevam esse quê de épico a um patamar nunca antes visto nas duas telinhas do portátil da nintendo, com destaque para o ultimo chefão e o item do Sand Realm que é simplesmente fantástico, além é claro de uma fase onde o jogador deve derrubar trens inimigos na entrada Dark Realm que além de ser por si só épica, possui uma trilha sonora ainda mais extasiante do que já é padrão para a série.


Missões paralelas
Mesmo depois de acabar a história, ainda há muito a ser feito. Ajudar habitantes de uma vila a construir uma cerca, ajudar um indivíduo a entrar em sua casa, colecionar coelhos(apesar deste ser mais uma questão de sorte) e muito mais. O que estende bastante e de forma divertida a durabilidade do jogo, além de tornar o mundo criado pela nintendo para este jogo ainda mais vívido.

Trens
E como deixar de comentar sobre a inovação mais aparente deste jogo? Os trens... Eles são um meio de transporte ótimo e sem sombra de dúvidas absolutamente divertido. O controle é feito pela stylus movendo alavancas para determinar a velocidade, a direção e até para buzinar, tudo de uma forma bem intuitiva. Pode-se também desenhar uma rota e curtir a paisagem, mas cuidado com os monstros que aparecem, e com os coelhos que você pode encontrar mais a frente pelo jogo.


História aprimorada
Desta vez, a Nintendo focou-se mais na criação de uma boa história do que na criação de uma nova jogabilidade, adicionando certos aspectos, mas reaproveitando grande parte do esquema apresentado em Phantom Hourglass, apenas aprimorando aquilo que já era bom.
A história é basicamente assim. Há muito tempo atrás houve uma guerra entre espíritos do bem e espíritos do mal, por fim, o bem venceu criando trilhos para aprisionar os mal feitores juntamente com uma torre para manter tudo selado. Aos poucos os trilhos começam a sumir e Zelda, resolve pedir a ajuda de Link, que iria ao castelo apenas para receber uma nomeação, para ajudá-la a investigar o que está acontecendo. Tão logo saem, os trilhos somem enquanto andam e o trem capota. Logo Cole, que seria supostamente aliado da princesa, aparece com seu capanga e deixa link e Alfonso (um antigo guerreiro que procura ajudar na saída) inconscientes, então ele retira o espírito da princesa de seu corpo e nos leva a...


Zelda no comando com muito humor
Zelda fica desesperada para ter seu corpo novamente e ao descobrir que Link é o único capaz de vê-la, grita com ele no melhor estilo anime, para obter sua ajuda. Assim, você e o espírito de Zelda devem percorrer várias Dungeons para obter mais trilhos e depois sempre retornar a Spirit Tower para enfrentar novos desafios que liberarão novos trilhos que o conduzirão a próxima dungeon, lembrando que a medida em que você libera mais trilhos a torre se reagrupa e lhe dá acesso a mais um andar por meio de uma enorme escadaria em espiral que terminará no andar onde encontra-se o corpo de Zelda.
Ao longo da aventura a princesa lhe ajuda a resolver quebra cabeças bastante inteligentes a medida em que possui Phantoms com habilidades distintas, além do controle intuitivo e divertido sobre a personagem o jogador também dará algumas risadas ao vê-la contorcendo-se no corpo do guerreiro fantasma pela primeira ver ao ver um rato, simplesmente hilário.

Um jogo simplesmente lindo
Não se engane, apesar deste controverso estilo escolhido pela Big N para este jogo, aqui você verá o verdadeiro potencial do DS, com cores vibrantes, enorme variação de cenários e tudo construído com a devida atenção para as músicas e para os detalhes.Este jogo é lindo e mais assemelha-se a uma obra de arte do que a um jogo em si,consagrando-se como um dos melhores jogos da vasta biblioteca do DS

Aspectos negativos

Antes de começar a citar os aspectos negativos, quero deixar bem claro, que apesar de serem, pela própria denominação negativos, não chegam a comprometer de forma alguma a qualidade jogo, somando apenas alguns empecilhos para que o jogo atinja um patamar de destaque em uma franquia com padrões tão altos como Zelda.


Problemas gerais com o microfone


Eis aqui um probleminha bem frustrante. O problema com o microfone não é do jogo em si, mas do seu status de portátil. Deixe-me explicar: Existem fases em que a utilização correta e precisa do microfone é essencial, o que se torna uma grande dificuldade para o jogador que opte por jogar em um lugar mais ventilado.


Spirit Flute, uma frustração (des)necessária.

Entre uma dungeon e outra, existem santuários em que você deve tocar uma música em dueto com um lokomo (que são espécies de guardiões que lhe ajudam em sua missão) e nestas partes, apesar da beleza das músicas e da boa variação de jogabilidade e combinação da tela de toque com o microfone,enfrentei minha maior dificuldade com o jogo. No início, as músicas são bem fáceis, mas depois atingem uma certa complexidade que não aparenta ser difícil, mas que por ser um pouco menos bem estruturada,e ter um timing confuso pode deixar alguns jogadores frustrados.
Veja, há um sistema, no qual o jogado deve arrastar a stylus e assoprar, para obter sons diferentes posicionando a parte correta da flauta, e apesar de ele parecer simples, quando estes momentos atingem um patamar mais complexo, o jogador percebe que na verdade, não aprendeu direito o que fazer e fica relativamente confuso, e erro após erro, torna-se mais irritado, até perceber o quão simples deveria ter sido para conseguir passar logo destas fases.

PS. As lindas mensagens que te mandam parar de improvisar não ajudam coisa alguma, e um rápido tutorial que explicasse melhor o timing confuso e o que  realmente fazer nestas partes teria sido muito bem vindo.


 Nem tudo é perfeito
A história é boa, mas se desenvolve muito lentamente. Você quase não vê o vilão no jogo e passa horas e mais horas apenas ganhando andares na torre para poder progredir. Como já dissemos, mais no final do jogo a história pega um rumo bem épico, mas até lá, o jogador passa horas sem que haja muito desenvolvimento do enredo central, e   além disso, muito embora a jogabilidade com touch screen tenha sido aprimorada, ela ainda tem seus defeitos e se torna um pouco cansativa. Além do que, não tem mais o mesmo apelo que teve quando Phantom Hourglass foi lançado.


Os mais céticos dirão que se trata do mesmo jogo lançado anteriormente, apenas com a adição de trens, mas não se engane, este Zelda tem sim sua identidade própria, e destaca-se como um dos melhores jogos do portátil da nintendo. Se você possui um DS, é fortemente recomendável que você compre imediatamente este jogo.



Nenhum comentário:

Postar um comentário