segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

KILLZONE 3 Game Review

A principal franquia da Guerrilla está de volta, trazendo alguns dos melhores gráficos do PS3 e nos espantando também no mau sentido.




Aspectos positivos

História bem bolada

"Em pleno século XXIV, a falta de recursos em nosso planeta fez com que as nações se unissem na tentativa de encontrar suprimentos e energia em outros pontos da galáxia. Colonizar outros sistemas e enviar todo o novo material para a Terra era a solução ideal para acabar com todos os problemas da humanidade. Isso até a ganância e o orgulho falarem mais alto."

Sem muitos spoilers, após os eventos do segundo jogo, Sev e seu time se veem presos no planeta inimigo e apesar de todo o seu desespero concentram todos os seus esforços em voltar para casa.
Esta ótima história se passa no meio de uma guerra e de uma disputa pelo poder no planeta inimigo que culmina na caçada pelo jogador e sua equipe, uma vez que estes foram responsáveis pela morte de Visari, o antigo líder do império inimigo, provendo contexto para níveis incrivelmente divertidos e variados, desde o controle de robôs no meio de um barulhento campo de batalha até uma missão pergiosa e silenciosa no meio de uma selva.

Gráficos que levam o PS3 ao limite?

Talvez não, leia-se uncharted 3, mas ainda sim, os gráficos impressionam bastante, tanto na direção artística espetacular como no atento especial aos detalhes que compõem um cenário que é magistralmente bem representado e que com poucos serrilhados contribui de forma excelente para a imersão do jogo.

Muito bem ambientado

A ambientação das fases é executada com maestria, desde insetos rastejando pela selva inimiga até buracos de balas nas paredes para prova-lo que você não é o primeiro soldado que anda por ali, tudo é feito com atenção aos mínimos detalhes e transparece aquela sensação de realismo que poucos jogos oferecem, apesar de tratar-se de uma trama tipicamente Sci-fi. A disposição dos exercitos inimigos fazendo referência ao nazismo também não passou despercebida, e todo o conjunto contribui para uma experiência bastante imersiva.

A excelência em primeira pessoa
Como todos sabem, este é um típico FPS, sem sombra de dúvidas aqui. Mas um dos fatores que dá destaque ao jogo é o quão bem bolados os segmentos em primeira pessoa são. Quando o jogador sobe uma escada parece real, quando recarrega, olha para a arma, quando corre sente o movimento, quando recebe apoio de um companheiro para subir em locais mais altos, tudo é feito nos mínimos detalhes, e quando atira, bem, o jogador se diverte como nunca.

A jogabilidade aqui foi aprimorada, ficou mais leve. Alguns criticam dizendo que nesse aspecto a produtora se inspirou um pouco de mais em CoD, mas isso é o mais perto que se pode chegar para agradar a gregos e troianos.

Esquecendo-se de tudo isso por um segundo sequer, restam os níveis que são bem diversificados e muito divertidos com armas variadas, vindo desde algumas que assemelham-se a realidade até outras que disparam raios verdes que explodem o corpo do inimigos



Multiplayer variado

O Modo multiplayer de killzone 3 é sem sombra de dúvidas um dos melhores já feitos. Os mapas são ótimos, principalmente os dos DLCs que envolvem mochilas a jato robôs e outras variações interessantes. O sistema de classes é completo, rico e simples, tendo muito a ser destravado, desde armas até habilidades especificas de cada classe que fornecem muita diversão e fazem do jogo um dos mais bem balanceados até agora. Existem modos alternativos que superam (e muito) o tradicional team deathmatch, merecendo destaque, especialmente o modo warzone que traz objetivos e team deathmatch alternando entre os dois e utilizando mais uma vez, mapas brilhantemente desenhados que contribuem para uma dinâmica única e muito divertida.




Aspectos negativos



História brilhantemente mal executada e personagens sem carisma algum

A história, como já mencionei, tem uma trama brilhante e nos faz enxergar bilhares de possibilidades que a tornariam excepcional e poderiam até mesmo nos fazer chorar, no entanto, é mal executada a medida em que pula no tempo, não explica muito bem o que acontece, não dá tempo para que o jogador se afeiçoe aos personagens, opondo-se de tal forma ao restante do jogo que faz com que o jogador apenas interesse-se pelo próximo tiroteio, seus desafios e a nova e maluca surpresa que o aguarda, divertindo-se com a campanha e deixando a história em total segundo plano.
Por mais irônico que possa parecer, o único personagem ao qual me afeiçoei foi um certo vilão chamado Stahl. Os heróis são sem graça, com destaque para o personagem Rico que é particularmente detestável. A relação entre os personagens nunca é bem explorada e a interação entre eles é bastante limitada. Senti que com um pouco mais de esforço e dedicação para criar situações que expusessem melhor a personalidade e a ligação e sentimento entre os personagens poderia ter contribuído em demasia para melhorar o desempenho do jogo.
Fora isso tenho uma ligeira reclamação sobre a aparência dos personagens que possuem muito mais rugas do que o rosto de qualquer alienígena ou humano poderia suportar.

Um multiplayer solitário

A produtora decidiu separar os jogadores por região, o que não deu muito certo pois digamos que killzone não é o jogo mais popular da sony e não vendeu tão bem quanto o jogo anterior. Sendo assim o jogador deve escolher sua região ao entrar pela primeira vez no multiplayer podendo modificá-la posteriormente.
Os servidores americanos estão vazios até mesmo para o popular TDM, e muito embora os europeus tenham pessoas suficientes para um mata mata bastante divertido, o modo warzone, meu favorito, está quase sempre vazio.
Tudo bem que este fator não é culpa da produtora, que trabalhou duro para construir um Multiplayer impecável, mas mesmo assim contribui para diminuir um pouco a experiência que o jogo poderia proporcionar.

Move pra quê? Viva o sedentarismo!

Sinceramente aprecio a iniciativa da sony de tentar expandir o catálogo de jogos presentes para o move, mas esse jogo, não foi feito pensando no move, e a impressão que se obtém é de que a adaptação para o acessório foi feita ás pressas, uma vez que a falta de precisão obtida ao jogar com o move, torna a experiência muito menos interessante.


Mais uma vez, a dublagem
Palavrões, falas forçadas e um leve sotaque, precisa falar mais?   Killzone 3 foi o primeiro jogo da sony a vir com dublagem em português, e essa inciativa deve ser levada adiante, mas mesmo assim,há muito a ser aprimorado, e se você entende ao menos um pouco de inglês é fortemente recomendável que você jogue o jogo com o idioma da terra do tio Sam.



Enfim, Killzone 3 é um jogo excelente, com um multiplayer excelente que possui um enredo interessante cuja má execução ofusca parte de seu brilho, sem conseguir, felizmente, comprometer a diversão experiência geral.




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